Edição 2026
Quinta EDIÇÃO: CERRADO MAPPING FESTIVAL “SER-TÃO”

Uberlândia e sua região abrigam importantes áreas de conservação que contribuem para a preservação do Cerrado, o bioma mais antigo do planeta, com cerca de 40 milhões de anos. Sua diversidade de paisagens, ecossistemas e manifestações culturais faz do Cerrado um patrimônio natural de grande relevância, símbolo da biodiversidade, da resiliência e da riqueza ambiental brasileira.
Programação:
Nesta edição, serão propostas no Parque do Granja Marileusa, múltiplas instalações lumínicas e obras interativas desenvolvidas por artistas renomados. Também uma mostra de videomapping que projetará o conteúdo enviado por 35 artistas – a partir de uma convocatória pública – no Palácio dos Leões situado na Praça Clarimundo Carneiro em Uberlândia, MG.
Além disso acontece durante o festival o Visual Brasil Meeting que é um debate entre artistas, produtores e público sobre temas relacionados ao audiovisual.
O festival promove oficinas relacionadas ao videomapping com número de inscrições limitadas.
Conceito:
Com o tema “SER-TÃO” a Quinta Edição do Cerrado Mapping Festival propõe narrativas que tratam do universo mítico e literário do Sertão Brasileiro, intrinsecamente, ligado aos ambientes naturais do Cerrado.
O conceito de sertão surgiu no século XVI para designar as regiões do interior do Brasil, distantes do litoral e ainda desconhecidas pelos colonizadores portugueses. No século XIX, especialmente após a grande seca de 1877–1879, o sertão passou a representar também as dificuldades sociais e ambientais do Nordeste, tornando-se símbolo da resistência e da formação da identidade sertaneja. Esse contexto inspirou movimentos históricos, como o cangaço e Canudos, e marcou profundamente a literatura brasileira.
Ao longo do tempo, o sertão consolidou-se como um espaço de contrastes: ao mesmo tempo em que representa a seca, a luta pela sobrevivência e as desigualdades, também é retratado como um território de encantamento, oralidade, fé e imaginação. Obras de autores como Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Ariano Suassuna revelam essa riqueza simbólica, apresentando o sertão como um lugar onde natureza, cultura, espiritualidade e resistência se entrelaçam.
Esta edição do Cerrado Mapping Festival quer apresentar obras inspiradas nas fabulações sobre o sertão que estão presentes nas identidades brasileiras: uma mistura de mito e misticismo onde a realidade e o maravilhoso se encontram.
História:
O Triângulo Mineiro, onde está localizada Uberlândia, foi historicamente conhecido como “Sertão da Farinha Podre”. A região fazia parte das antigas rotas que ligavam Goiás a São Paulo e Minas Gerais durante o ciclo do ouro, sendo atravessada por tropeiros e viajantes. A origem do apelido é atribuída às sobras de alimentos deixadas ao longo dos caminhos ou à farinha de milho armazenada pelos viajantes para a viagem de volta, que muitas vezes era esquecida e encontrada apodrecida. Essa denominação marcou a história da região, então ocupada por povos indígenas (Caiapós e Araxás ) e considerada uma importante área de passagem no interior do Brasil.















































