Inspirada em Deus e o Diabo na Terra do Sol, a obra transforma a fachada em um sertão vivo, atravessado por fogo, matéria, mito e resistência. Em diálogo com o tema SER-TÃO, a arquitetura se torna um corpo que racha, pulsa e se transforma, fazendo emergir figuras como o gavião, o cavalo em chamas, a caveira, a vegetação e o corpo sertanejo em travessia. O vermelho conduz a narrativa como sangue, lava, desejo e energia acumulada, aproximando o Cerrado de um território de memória, encantamento e metamorfose contínua.