O Sertão respira. Da terra seca brotam as raízes; das raízes nasce a memória, e da memória emergem os mitos que moldam a identidade dos Gerais. Inspirada na poesia do cordel, nas tradições populares e na força vital do Cerrado, a obra transforma a arquitetura em um organismo vivo, onde natureza, fé e encantamento coexistem em permanente transformação. Entre cangaceiros, o lobo-guará, a Folia de Reis e a delicadeza da flor Sempre-Viva, a fachada torna-se um território onde o real e o maravilhoso se encontram, revelando um Sertão que nunca deixa de florescer: sempre vivo.