Céu liquido
A instalação utiliza lasers e fumaça para simular um “céu líquido” e criar um ambiente imersivo e poético.
12 lasers interagem com entorno, gerando composições visuais que formam uma narrativa lúdica sobre os céus e o Cerrado.
A instalação utiliza lasers e fumaça para simular um “céu líquido” e criar um ambiente imersivo e poético.
12 lasers interagem com entorno, gerando composições visuais que formam uma narrativa lúdica sobre os céus e o Cerrado.
Em 2025 o festival propõe o tema “Raízes Profundas”. O Cerrado, frequentemente subestimado por sua vegetação de aparência rústica e árvores tortuosas, revela-se um sistema resiliente e de alta complexidade.
Suas raízes ultrapassam em extensão e tamanho as copas das árvores, permitindo às plantas sobreviverem às condições adversas, como secas severas e incêndios. Ao compreender o Cerrado como uma “floresta invertida”, podemos apreciar como suas raízes funcionam como uma “esponja”: absorvendo água do lençol freático, recarregando aquíferos que abastecem rios e reservatórios, além de armazenar carbono no subsolo.
Essas raízes profundas não apenas são essenciais na biologia do bioma, mas também representam uma poderosa metáfora na cultura brasileira, simbolizando resistência e identidade. As interconexões entre as comunidades que habitam o Cerrado refletem histórias de tradição, adaptabilidade e uma conexão intrínseca com a terra. Assim, a temática “Raízes Profundas” representa tanto um reconhecimento do papel que a natureza desempenha na formação do modo de vida quanto uma celebração das ricas narrativas culturais que emergem desta paisagem, aparentemente árida, mas profundamente vital e simbiótica.
A cidade de Uberlândia e seus arredores abrigam diversas áreas de conservação e reservas naturais que contribuem para a proteção do Cerrado. Considerado o mais antigo dos biomas atuais do planeta, o Cerrado originou-se há pelo menos 40 milhões de anos, e se manifesta em múltiplas versões que refletem a diversidade climática, geológica e cultural do Brasil. Essa variedade contribui para um mosaico de ecossistemas que sustentam diferentes tradições e modos de vida, fortalecendo a importância do Cerrado como símbolo de resiliência e biodiversidade nacional.
“Multidimensional” es una obra de video mapping que transforma la fachada de un edificio histórico en un organismo en constante mutación. La arquitectura es reconstruida a través de capas de video generadas por inteligencia artificial, que funden su estructura con texturas inspiradas en nebulosas, alas de mariposa, huellas digitales y otras formas naturales y cósmicas.
Estas animaciones cobran vida con dibujos realizados a mano en Tagtool, que añaden una capa orgánica, expresiva y efímera al proceso visual. La obra propone una fusión entre tecnología, gesto humano y estructura física — un diálogo entre lo analógico y lo digital, entre el cuerpo del artista y los algoritmos de creación.
En este entorno sinestésico, el edificio se disuelve en otras realidades: palpita, respira, se desintegra y se recompone, revelando su naturaleza multidimensional. El espectador es invitado a contemplar lo que existe “más allá de la superficie”: una experiencia expandida entre lo real y lo imaginario.
Uma empresa americana inovadora, do setor agropecuário e sediada no Texas, planeja se instalar na região de Uberlândia. Para isso, contrata um instituto de pesquisa com o objetivo de analisar os impactos socioambientais no Cerrado do Triângulo Mineiro. Tal diagnóstico é o tema da obra que, com humor sarcástico, publiciza a marca, levando em conta o atual tarifaço imposto por Trump.
A obra “Portal Cerrado” é inspirada na força invisível do Cerrado. Guiado pelo lobo-guará, animal mítico e símbolo de resistência, o espectador é hipnotizado por seu olhar e conduzido a um mundo onde as árvores crescem para dentro da terra e a vida pulsa sob o solo. A narrativa explora o Cerrado como uma floresta invertida, revelando sua força subterrânea, sua ancestralidade e espiritualidade.
Beirada é uma instalação de video mapping generativo que transforma escutas ambientais em visualidades projetadas. O projeto nasce de uma prática de escuta ativa dos mares e portos de Fortaleza, onde a verticalização urbana rompe a linha do horizonte, não apenas como fenômeno físico, mas como ruptura simbólica entre corpo e mundo. Para esta edição do festival, a proposta é deslocar essas escutas para matas e florestas, investigando como as forças naturais moldam outros territórios, e como podemos lê-las como gestos visuais e coreográficos.
A instalação transforma ruídos de mar, vento, estruturas e raízes em composição visual. Sons são processados em tempo real através de softwares como TouchDesigner e Blender, gerando campos de partículas, geometrías translúcidas e texturas abstratas. A imagem resultante é viva, pulsante, e dançante como as raízes que pulsam os muros das cidades.
A proposta visual se ancora no conceito de horizonte como linha de fricção: entre céu e terra, entre o visível e o invisível, entre o subterrâneo e a mata. A obra celebra o subsolo como fundamento da vida, escutando o que vem de baixo, de dentro, de antes e parte da sabedoria de Nego Bispo para pensar a escuta como uma forma de reocupar a terra, não como conquista, mas como relação. Nesse sentido, a abstração visual se torna uma estratégia de tradução sensível, semiótica e sinestésica dessas forças.
A construção técnica de A Água Incendeia os Céus e o Fogo Lava as Nuvens é fundamentada em um ecossistema de softwares, linguagens e dispositivos físicos que não operam como meros aparatos, mas como camadas integrantes da poética da obra. Cada ferramenta aqui é extensão sensível de uma necessidade: seja ela de escuta, de modelagem, de conversão simbólica ou de presença sensorial.
Visualmente, a instalação apresenta três camadas na estruturação dos objetos e corpos 3D, as três camadas operam em conjunto como níveis de complexidade material e sensível. A camada óssea define a base estrutural: são os grids, plexos e formas conectivas que organizam o volume e barram a luz, funcionando como barreiras internas da geometria. Sobre essa base, a camada muscular adiciona deformação e dinamismo, ela molda o corpo em tempo real, reagindo a dados sonoros que provocam contrações e dilatações na malha através de instâncias e repetições posicionadas como fragmentos do corpo 3D maior no Blender e através de uma visão topológica dos mapas da região como gerador dessas partículas no Touchdesigner. Por fim, a camada de pele envolve esse volume com texturas translúcidas e refrativas, permitindo que luz e som se inscrevam como imagem viva na superfície. Juntas, essas camadas criam corpos tridimensionais que não apenas ocupam o espaço, mas sentem, filtram e respondem a ele.
Ao transformar a escuta em visualidade, Beirada propõe uma coreografia entre forças invisíveis e corpos presentes. O espaço se transforma em organismo compartilhado, onde o som gera forma, e a forma gera presença. A proposta visual traz a escuta como tecnologia da imagem.
A obra propõe ao espectador enxergar a importância da natureza e de seu sistema como uma força que rege o mundo e responde diretamente à ação humana, trazendo referências históricas do cerrado e questionando o avanço que o capitalismo gera.
Mapping usando técnicas de mapping reais sem se prender a narrativas ou a apelo social a pura arte sem significado, arte por arte, mapping por mapping, aqui não tem IA, mas tem conteúdo feito por um artista, viva a arte viva o mapping com mapping
Esta obra chama atenção para as carcterísticas fascinantes do cerrado, seu poder de resistência e o tesouro oculto que há sob o solo.