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Edição: 2024

Big (Water) Bang

“BIG (Water) Bang” recria a origem da vida por meio da narrativa da água. Inspirada no Big Bang, nossa jornada começa com o surgimento das primeiras partículas de hidrogênio, que se unem para criar as moléculas de água, a fonte primária de toda forma de vida. Acompanhamos a trajetória da água, desde os oceanos e rios primordiais, esculpindo paisagens e sustentando ecossistemas, até os tempos atuais, nos quais a água continua sendo o elemento vital do nosso planeta. Este trabalho celebra a beleza e importância da água, narrando sua história desde a criação do universo até seu papel fundamental na existência como conhecemos hoje.

Simulação de água limpa

Esta não é uma narrativa visual otimista do futuro do cerrado.

Muitas dados, histórias e imagens exuberantes deste bioma foram amplamente divulgados em diversas mídias, buscando catalisar mudanças socioambientais, entretanto, não conseguiram obstaculizar impactos terríveis da industrialização capitalista.

A verdade é que grande parte da nossa água está intoxicada por metais pesados, microplásticos, agrotóxicos, entre outros e relutamos em examinar microscopicamente os danos causados.

A beleza e importância das águas têm sido reduzidas à superficialidade, à semelhança das vidas artificiais e plásticas de muitos. Evitamos refletir sobre o mundo real: como somos aliados da destruição quando produzidos, consumimos e descartamos.

Não desejamos sentir a terra (e muito menos as profundezas das águas). Preferimos a tecnologia virtual que nos manipula.

É visível que persistimos em viver uma simulação de mundo perfeito nas redes sociais, sem assumir a responsabilidade pela justiça social. Será que esperamos que o futuro do cerrado se torne apenas uma memória em uma simulação holográfica?
Transcripción

A água e os sonhos

Quando se sonha junto à água, faz-se a dialética do reflexo e da profundidade. O duplo da água cria enigmas de espelhamentos e os espelhos d’água tornam-se portais, abrindo paisagens de reflexos infinitos, ecos visuais que se propagam para dentro. Quem sou para além do reflexo que vejo na água? Inspirada na simbologia das águas e nas deusas do mar, “A água e os sonhos” reflete a força material e espiritual do elemento água.

Enquanto seu lobo não vem

No videomapping “Enquanto Seu Lobo Não Vem”, a narrativa nos leva a um mundo onde a sabedoria humana se baseia no domínio da natureza, tratando-a como um recurso. A água emerge como símbolo vital para a vida na Terra, ressaltando sua importância insubstituível e mostrando que, como todo recurso, ela pode acabar. Todas essas ideias são inspiradas por Ailton Krenak em seu livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, onde ele mostra que humanos e natureza são partes indivisíveis de um mesmo cosmos, e nesse sentido, a obra chama atenção para a necessidade de aprendermos com os saberes ancestrais da nossa terra.

Sertão Molhado

“Sertão Molhado” é uma obra de videomapping que, de forma poética, audiovisual e abstrata, explora a transformação do clima árido do sertão pela presença vital da água. Com animações 2D e 3D, a obra revela o surgimento de riachos, o crescimento exuberante da flora e fauna, e a luta pela preservação dos mananciais do Cerrado. Através de uma narrativa visual impactante, “Sertão Molhado” celebra a água como fonte de vida, revitalizando uma das regiões mais importantes do Brasil.

Fluxo Vital

No coração de nossa existência, encontra-se um elemento essencial e precioso: a água. “Fluxo Vital” é uma jornada visual e sonora que explora a importância da água como fonte de vida e a urgência de preservá-la diante da crise climática que enfrentamos.

O Fluxo Vital é eterno, se cuidarmos dele com amor e respeito. Que este espetáculo inspire a todos a agir, para que a água continue a ser a fonte de vida que nos une e nos sustenta.

Água infinda

A obra “Água infinda” Cria uma relação entre a água, como fonte primordial da vida e a Fita de Möbius (um símbolo matemático que representa a continuidade e o infinito), demonstrando imensidão e infinitude da agua limpa intocada. Ilustrada através de formas geométricas com texturas e elementos que representam o cerrado brasileiro, a narrativa se desconstroi representando que quando há interferência em sua natureza, a agua é no fim um recurso finito.

O Invisível é real

Em um mergulho profundo no mundo subaquático, “O Invisível é Real” revela um universo marinho transformado pelas tragédias ambientais. Esta obra audiovisual não apenas explora as consequências das atividades humanas sobre os oceanos, mas também celebra a resiliência e a beleza surreal das formas de vida que persistem mesmo diante da adversidade.

PAI

O Cerrado, também conhecido como “pai das águas do Brasil”, sofre com o desmatamento causado pela expansão agropecuária. Esse problema serve como ponto de partida para nossa reflexão, similar a uma superfície d’água, sobre as dualidades dos elementos: fogo/água, masculino/feminino, real/digital, humano/máquina. Ao explorarmos essas dualidades, culminamos na discussão passado/futuro, apresentando possíveis cenários para o planeta caso nada seja feito. Enfatizamos a importância da mudança de hábitos individuais e coletivos, mais do que apenas transformações sociais e políticas. A ideia central é mostrar que a militância sem argumentos sólidos se torna um esvaziamento de causa, perdendo sua força e impacto.Respeita o PAI.

Memórias da Água

A água como fonte da vida, a passagem da vida na água para a vida fora dela, a água como conexão entre todas as formas de vida, a água como meio e processo. Um alerta sobre a importância e a urgência da preservação da água e consequentemente, da vida.