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Um prédio. Não qualquer um.
De pé há tanto tempo que já esqueceu que tem chão.

Mas o chão lembra.

revolta das rAIzes é uma micro ópera visual sobre o que acontece quando a terra decide se movimentar. Não com terremoto — mas como raiz. Uma raiz que pensa, que irriga, que sente, que lembra.

Ao longo de três minutos, vemos essa arquitetura ser tomada por formas ancestrais: raízes profundas que invadem, cobrem e reconfiguram a fachada. A cada rachadura, emerge um grafismo, um padrão dos povos originários do Cerrado, como se a própria parede estivesse sendo tatuada por memórias.

Aos poucos, essas marcas começam a brilhar. A tecnologia aparece, mas não como invasão — e sim como continuidade do que já existia ali antes. Neon tribal, formas retrofuturistas, uma espiritualidade codificada.

Mas como tudo que vira símbolo, o fogo vem. O prédio queima. Colapsa. Vira cinzas.

E é aí, no que sobra, que começa o mais importante: um broto.