Raízes que Permanecem
VJ Surreal
“Raízes que Permanecem” é uma narrativa visual sobre as camadas de memória, cultura e vida que formam a identidade do sertão mineiro e de Uberlândia. A obra parte do território ancestral dos povos originários, atravessa os caminhos percorridos por bandeirantes, tropeiros e famílias pioneiras, alcança o surgimento das primeiras comunidades e reencontra o Cerrado como presença viva e permanente.
Os cinco frames não constituem apenas uma linha cronológica, mas representam diferentes dimensões do Ser-Tão: território, travessia, encontro, pertencimento e permanência. Grafismos, cartografia, figuras humanas sem identidade individualizada, fauna e flora do Cerrado são articulados em uma linguagem visual plana, vetorial e contemporânea, inspirada em cartazes culturais, serigrafia e muralismo brasileiro.
Aplicada à fachada histórica do Museu Municipal, a composição transforma a arquitetura em suporte para as memórias do lugar. O prédio torna-se território, caminho e organismo vivo, revelando que o sertão não ficou no passado: permanece nas raízes, nos gestos, na natureza e na identidade de quem habita essa terra.