Água na Savana
Daniela Pinto e Carlos Infante
No coração do sertão, a água não se vê — mas ela está lá. Escondida sob a terra, alimenta raízes profundas, fia o verde no meio da seca e faz brotar um mundo que só existe aqui.
Esta projeção mapeada é um mergulho nesse subsolo secreto. Acompanha o fio invisível da água que sobe, encontra a luz e explode em vida: buritis, ipês, bromélias, orquídeas. Uma celebração da força silenciosa que transforma aridez em encantamento.
Porque no Cerrado, a água não é só recurso — é memória, é o verso que o sertão escreve no chão.
E como disse Guimarães Rosa:
“O buriti é das margens, ele cai seus cocos na Vereda – as águas levam – em beiras, o coquinho as águas mesmas replantam.“