Patricia Moran
Diretora de cinema conhecida na década de 90 por suas realizações em vídeo e cinema. Doutora em Comunicação e Semiótica, é professora Livre Docente de cinema na ECA/USP. Sua trajetória se divide entre o ensino e a realização. Em 2021 venceu com o Núcleo Criativo Formigueiro edital da SP/Cine 2021 de desenvolvimento de projetos, no qual atuou como líder. Encontra-se em curso a gravação e captação do documentário de longa-metragem Tempo Presente sobre o envelhecimento. Em 2004 ganhou uma bolsa da Fundação Vitae para o desenvolvimento do roteiro do filme de longa-metragem Ponto Org, rodado em 2008 e lançado nos cinemas e exibido em TV. Prêmio de melhor trilha no Festival de Gramado. Dirigiu vídeos experimentais, ensaios audiovisuais, documentários e ficções como Adeus, América (1986) prêmio no vídeoBrasil, Perdemos de 1 a 1 (1999) melhor filme no Festival de Cinema de Belo Horizonte. No documentário destacou-se com Maldito Popular Brasileiro: Arnaldo Baptista (1990), Clandestinos (2001) dez prêmios tendo sido exibido no Festival de Berlin, Cuba e Caracas, entre outros, Detonacci em homenagem a Andrea Tonacci e A Loura da Metralhadora e A Vida Começa Hoje para a série Personagens de Belo Horizonte da TV Minas e Aesthesis um documentário-sobre estética. Plano-Sequência (2002) também foi exibido na Berlinalle. Dirigiu ainda o trabalho experimental A política destruiu o nosso amor; Sem a sua companhia; Rostilidades ensaio audiovisual, Lúcifer, vídeo realizado a partir de um Poema do Chacal além de clips para a banda Anvil FX 2022.
Na última década enfatizou produção a partir da Universidade. Foi diretora do CINUSP entre 2014 e 2017 quando realizou a curadoria de diversas mostras. Coordenou a coleção de onze livros do CINUSP, organizando dois dos volumes, um sobre Machinima com Janaína Patrocínio e Harun Farocki – Programando o Visível com Jane Almeida e Priscila Arantes. Tem se dedicado a pesquisas sobre Performance Audiovisual para arenas ou teatros. Organizou o livro Cinema Apesar da Imagem com Marcus Bastos e Gabriel Menotti em 2016, editora Intermeios. No mesmo ano lançou o livro Cinemas Transversais (2016) pela Iluminuras, fruto do evento de Cinema ao vivo e Seminário Internacional denominado: Arranjos Experimentais. Em 2020 lançou em co-autoria com com Marcus Bastos Audiovisual ao vivo. Tendências e Conceitos, pela editora Intermeios. Em 2023 lançou o livro Historias e Técnicas de Cinema sobre a realização cinematográfica, pela editora República do Livro/Discurso Editorial. Tem significativa produção no campo da performance audiovisual.