PYÄTY
PYÄTY nasceu no Triângulo Mineiro. Há 10 anos transita entre câmeras e sentidos — videomaker frustrada, artista multimídia de espírito.
Senta que lá vem a narrativa.
Depois de ficar desligada do Instagram, entre 2022 e 2023 (quase 2 anos), se viu num limbo digital, uma realidade aumentada paralela, onde quem não aparece, quase desaparece.
Foi num dia meio bad, entre piras e filosofias de apartamento, do alto do seu antigo canto em BH, com vista para o Parque Municipal e o Viaduto Santa Tereza, que avistou de longe mappings que chamavam o público para o concreto, com cores neon e presença. Era a Festa da Luz. A catarse bateu. Telas não convencionais, sem anúncios patrocinados, sem algoritmo, sem distração. Era arte 360º e não no feed (e olha que nem era VR, também!).
Nú! Todos os seus obsessores saíram do corpo. Ali, entendeu: era aquilo que queria fazer com seus vídeos.
Sua obra é atravessada por perguntas provocativas. Segue em constante experimento — refinando o olhar, buscando uma estética que seja só sua, mas que também fale com o mundo.
Foi finalista no Cerrado Mapping 2024 e, pela primeira vez, viu sua obra em tela grandona. Apesar de não ter ganhado o prêmio, saiu em paz. Ainda há muito a aprender – e isso, para ela, é arte real.